quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A TUBAGEM MANCHEGA - TRANSVASE EM CONSTRUÇÃO

Além dos dois transvases vigentes, o Transvase Tejo-Segura (TTS) e a sua derivação para o Parque Natural de Tablas de Daimiel, está a ser construído outro megaprojecto que, hidrogeológicamente, é muito questionável: a Tubagem Manchega (TM), ou seja, o Transvase Tejo-Guadiana. A TM aproveitará parte do caudal que circula através do TTS com a finalidade de fornecer as populações carenciadas da provincia de Ciudad Real da região de Castilla-La Mancha, na Bacia Hidrográfica do Guadiana (para fora da bacia hidrográfica do Tejo, por isso um transvase).
O projecto consiste numa rede de distribuição que vai conduzir a água da conduta principal a cada município e tem um orçamento de base do concurso de 167 milhões de euros.
A infra-estrutura pretende levar água do Aqueduto Tajo-Segura para as planícies de La Mancha e integra quatro projectos.
Abaixo está a parte do projecto que respeita aos tubos de ligação aos depósitos dos municípios para abastecimento da população, incluido no Plano Nacional da Água, destinado à distribuição a várias aldeias na província de Ciudad Real, Cuenca, Toledo e Albacete, da água potável que irá passar pela conduta principal em construção.
Nestas províncias abastecer-se-ão 32 municípios: Alcazar de San Juan, Aldea del Rey, Almagro, Almodovar del Campo, Arenas de San Juan, Argamasilla de Alba, Argamasilla de Calatrava Bolaños de Calatrava Calzada de Calatrava, Campo Criptana Carrion de Calatrava, Ciudad Real, Daimiel, Fernan Caballero, Granátula de Calatrava, herança (Ciudad Real), o trabalho, Malagon, Manzanares, Membrilla Pedro Munoz Poblete, Puerto Lápice, Santa Cruz de Mudela, Socuéllamos, La Solana, Torralba de Calatrava, Torrenueva, Valdepeñas, Valenzuela de Calatrava, Villanueva de los Infantes e Villarta de San Juan.
No entanto, estes aquíferos são explorados, por vezes intensamente, para usos agrícolas e para o abastecimento das populações.
Como se vê, os gestores e criadores do TTS e da TM tendem a esquecer e a ignorar a existência de aquíferos e de técnicas de dessalinização e baseiam-se na utilização de recursos hídricos alheios para o desenvolvimento ou fornecimento de outras terras.

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