O proTEJO – Movimento Pelo Tejo e as associações e entidades aderentes do Município de Mação realizaram hoje, dia 27 de Junho de 2010, uma reunião de trabalho para apresentação deste movimento de defesa do Tejo e para conhecimento do envolvimento e ligação destas populações ribeirinhas com o rio Tejo, bem como das suas aspirações na defesa do seu património natural e cultural associado ao rio.
A reunião contou com as seguintes presenças: Vasco Estrela, Vereador da Câmara Municipal de Mação, Paulo Constantino, porta-voz do proTEJO, Cláudia Cordeiro, João Matos e Francisco Pinto da Liga Regional de Melhoramentos da Ortiga, Sérgio Durão e José Carlos Durão da Associação dos Amigos da Estação da Ortiga, e João de Matos Filipe, cidadão da Ortiga aderente ao proTEJO.
Galeria
Nesta sessão de trabalho foram abordados os seguintes assuntos e projectos:
1º Cultura da Pesca Tradicional do rio Tejo
A. Museu da Pesca Tradicional do rio Tejo
A Associação Recreativa Cultural e Desportiva "Os Amigos da Estação de Ortiga" e a Liga Regional de Melhoramentos da Ortiga desejam preservar as tradições locais com a criação do Museu das Artes da Pesca Tradicional no Rio Tejo em Ortiga, projecto que tem como objectivo principal preservar uma arte com mais de 500 anos e dar a conhece-la através da exposição de um extenso acervo de instrumentos da pesca tradicional e onde se possam expor, pelo menos, dois picaretos (embarcações típicas de Ortiga) construídos pelo calafate Manuel Pires Fontes.
B. Circuito de Pesqueiras do rio Tejo / Técnicas da pesca tradicional
A pesqueira é uma construção de parede, com pedra ao alto, junto à margem de modo a criar uma reentrância artificial no rio que desvia a força da corrente para o veio (centro) do rio de modo a reduzi-la junto à margem e assim facilitar a subida do peixe junto à pesqueira ali localizada e a sua captura.
As 20 pesqueiras existentes, que chegaram a ser 26 antes da construção da barragem, algumas com mais de 300 anos, estão em risco de serem destruídas devido à lei da pesca em águas interiores com o argumento de que impedem a circulação do peixe, facto negado pelos pescadores da Ortiga que argumentam que, pelo contrário, aquilo que se provoca, artificialmente, com a pesqueira e o seu "dente" é uma corrente contrária à das águas do veio central levando a que o peixe, no seu curso normal de arribação, a aproveite porque é favorável ao seu esforço de subida e caia na rede da varela ou do redão.
A varela é manuseada num dos degraus da pesqueira e o redão, eventualmente, num barco poutado (v.g. fundeado no rio) no extremo mais a montante dessa corrente, conhecida científica e popularmente por revessa da pesqueira, são técnicas e instrumentos da pesca tradicional típicos e unicamente usados nesta zona do Tejo.
Por sua vez, o “Morteiro”, ou seja, a caixa quadrangular, existente em todas as pesqueiras, serve para colocar o peixe que se vai pescando.
FotografiasPesqueira

Nesta sessão de trabalho foram abordados os seguintes assuntos e projectos:
1º Cultura da Pesca Tradicional do rio Tejo
A. Museu da Pesca Tradicional do rio Tejo
A Associação Recreativa Cultural e Desportiva "Os Amigos da Estação de Ortiga" e a Liga Regional de Melhoramentos da Ortiga desejam preservar as tradições locais com a criação do Museu das Artes da Pesca Tradicional no Rio Tejo em Ortiga, projecto que tem como objectivo principal preservar uma arte com mais de 500 anos e dar a conhece-la através da exposição de um extenso acervo de instrumentos da pesca tradicional e onde se possam expor, pelo menos, dois picaretos (embarcações típicas de Ortiga) construídos pelo calafate Manuel Pires Fontes.
B. Circuito de Pesqueiras do rio Tejo / Técnicas da pesca tradicional
A pesqueira é uma construção de parede, com pedra ao alto, junto à margem de modo a criar uma reentrância artificial no rio que desvia a força da corrente para o veio (centro) do rio de modo a reduzi-la junto à margem e assim facilitar a subida do peixe junto à pesqueira ali localizada e a sua captura.
As 20 pesqueiras existentes, que chegaram a ser 26 antes da construção da barragem, algumas com mais de 300 anos, estão em risco de serem destruídas devido à lei da pesca em águas interiores com o argumento de que impedem a circulação do peixe, facto negado pelos pescadores da Ortiga que argumentam que, pelo contrário, aquilo que se provoca, artificialmente, com a pesqueira e o seu "dente" é uma corrente contrária à das águas do veio central levando a que o peixe, no seu curso normal de arribação, a aproveite porque é favorável ao seu esforço de subida e caia na rede da varela ou do redão.
A varela é manuseada num dos degraus da pesqueira e o redão, eventualmente, num barco poutado (v.g. fundeado no rio) no extremo mais a montante dessa corrente, conhecida científica e popularmente por revessa da pesqueira, são técnicas e instrumentos da pesca tradicional típicos e unicamente usados nesta zona do Tejo.
Por sua vez, o “Morteiro”, ou seja, a caixa quadrangular, existente em todas as pesqueiras, serve para colocar o peixe que se vai pescando.
FotografiasPesqueira
De Ortiga |
Morteiro
De Ortiga |
Pedra ao Alto
De Ortiga |
Varela
Redão
Mapa Pesqueiros
2º Espaço de lazer nas “Lagoas”, em ambiente natural na margem do Tejo
Os representantes da população da Ortiga presentes coincidem na relevância do aproveitamento da zona das “Lagoas” para criação de um espaço de lazer em ambiente natural na margem do Tejo, envolvida numa paisagem natural ribeirinha paradisíaca que conta com a beleza da azenha e cachão do Caibode, da Cascalheira e da Praia da Marambana.
Fotografias
Lagoas
Redão
Mapa Pesqueiros
2º Espaço de lazer nas “Lagoas”, em ambiente natural na margem do Tejo
Os representantes da população da Ortiga presentes coincidem na relevância do aproveitamento da zona das “Lagoas” para criação de um espaço de lazer em ambiente natural na margem do Tejo, envolvida numa paisagem natural ribeirinha paradisíaca que conta com a beleza da azenha e cachão do Caibode, da Cascalheira e da Praia da Marambana.
Fotografias
Lagoas
De Ortiga |
Lagoa Grande
De Ortiga |
Azenha e Cachão do Caibode
De Ortiga |
Praia da Marambana
De Ortiga |
3º Dificuldades da migração das espécies piscícolas de arribação
A. Regime de caudais do rio Tejo
Apesar de existirem restrições de pesca em períodos de desova, a gestão de regimes de caudal por parte das barragens não está sujeita a regras de protecção do período de reprodução das espécies, chegando a provocar grandes e rápidas variações do nível dos caudais que destroem a desova das espécies piscícolas.
B. Gestão Hídrica do Açude de Abrantes
As associações da Ortiga consideram que o açude de Abrantes dificulta a migração das espécies piscícolas e que a sua passagem para peixes (PPP) não funciona e não deixa subir o rio para montante.
Neste contexto, defendem que a gestão hídrica do açude de Abrantes observe regras que garantam a subida das espécies piscícolas na época de reprodução à semelhança daquelas que são impostas à actividade piscatória, ou seja, que mantenha as comportas do açude “abertas” entre os meses de Dezembro e Maio.
As praias de cascalho (cascalheira) são fundamentais para a desova das espécies piscícolas de arribação que usam o cascalho para bater e provocar a desova, e por se encontrarem maioritariamente acima de Abrantes a existência de condições que garantam a subida da lampreia, enguia e sável, etc, até esta zona, ou mesmo acima de Belver, é determinante para a sua capacidade de reprodução.
Fotografias da Cascalheira (praia de cascalho)
A. Regime de caudais do rio Tejo
Apesar de existirem restrições de pesca em períodos de desova, a gestão de regimes de caudal por parte das barragens não está sujeita a regras de protecção do período de reprodução das espécies, chegando a provocar grandes e rápidas variações do nível dos caudais que destroem a desova das espécies piscícolas.
B. Gestão Hídrica do Açude de Abrantes
As associações da Ortiga consideram que o açude de Abrantes dificulta a migração das espécies piscícolas e que a sua passagem para peixes (PPP) não funciona e não deixa subir o rio para montante.
Neste contexto, defendem que a gestão hídrica do açude de Abrantes observe regras que garantam a subida das espécies piscícolas na época de reprodução à semelhança daquelas que são impostas à actividade piscatória, ou seja, que mantenha as comportas do açude “abertas” entre os meses de Dezembro e Maio.
As praias de cascalho (cascalheira) são fundamentais para a desova das espécies piscícolas de arribação que usam o cascalho para bater e provocar a desova, e por se encontrarem maioritariamente acima de Abrantes a existência de condições que garantam a subida da lampreia, enguia e sável, etc, até esta zona, ou mesmo acima de Belver, é determinante para a sua capacidade de reprodução.
Fotografias da Cascalheira (praia de cascalho)