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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Divulgação e Comunicação

A comunicação social tem sido bastante receptiva e por isso o meu agradecimento e felicitações por compreenderem a importância da defesa do TEJO.
Bem hajam!

domingo, 20 de setembro de 2009

Tejo - A Identidade de uma Região

A minha participação na Tertúlia, enquanto autarca e socialista, sob o tema "Tejo - A identidade de uma região", com o professor Nunes Correia (Ministro do Ambiente), Jorge Lacão e Miguel Pombeiro.
Espiral de pensamento, para reflexão...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Convocatória/ Convite - Reunião do ProTEJO - 5 de Setembro - Organização e Planeamento de Actividades

Exmo(a)s. Sr(a)s.
Na sequência da constituição do PROTEJO – Movimento Pelo Tejo, movimento de cidadania em defesa do Tejo que congrega todos os cidadãos e organizações da bacia do TEJO em Portugal, no dia 18 de Julho de 2009 em Vila Nova da Barquinha, e após a adesão da grande maioria das organizações presentes e de cidadãos que cobrem um amplo espectro social, vimos contactá-los para estarem presentes na primeira reunião deste movimento de cidadania que se realizará pelas 14 horas e 30 minutos do dia 5 de Setembro de 2009 (sábado), no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ordem de Trabalhos
1º Modelo organizacional do ProTEJO;
a) Estrutura organizacional;
b) Distribuição de competências;
c) Financiamento das actividades;
2º Planeamento e programação de actividades;
3º Promoção e comunicação.
Esta iniciativa encontra-se aberta às organizações e aos cidadãos que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que as convidem a estarem presentes e a subscreverem o Acto de Adesão (doc/docx/pdf) que mereceu o acordo de todos os participantes na reunião de preparação do ProTEJO - Movimento Pelo TEJO, que teve lugar no passado dia 18 de Julho, em Vila Nova da Barquinha.
As organizações devem enviar o Acto de Adesão, assinado e carimbado, para o seguinte endereço:
Paulo Constantino
ProTEJO - Movimento Pelo TEJO
Apartado 18
2260 Vila Nova da Barquinha
Apenas os cidadãos individuais poderão enviar o Acto de Adesão (
doc/docx/pdf) por correio electrónico, devendo remetê-lo para ProTEJO.Movimento@gmail.com.
Agradecemos a vossa atenção e aguardamos a vossa resposta, certo de que prosseguimos um objectivo comum.
Com os melhores cumprimentos,
Paulo Constantino
ProTEJO - Movimento Pelo Tejo
Endereços:
Paulo Constantino
ProTEJO - Movimento Pelo TEJO
Apartado 18
Aderir à Causa ProTEJO no Facebook - http://www.causes.com/ProTEJO

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Água, Rios e Aldeias - Parte III

Destas jornadas trouxe ainda duas belas histórias: da bravia Biscarrués que luta pela preservação do seu rio desde os anos 70 e do encantador Loire que conseguiu envolver a Administração Francesa, tendo ambos conseguido travar os transvases e barragens e transformar-se em pólos de desenvolvimento de turismo rural e de natureza.
"O rio Galego sofre graves impactos das represas, desvios para o regadio e derrames químicos, chegando contaminado e praticamente seco à sua foz. A Galliguera é um tramo de rio vivo, com uma singular beleza natural presidida pelos Mallos de Riglos. Projectou-se aqui, em 1970, a construção da barragem de Biscarrués, de 192 hm3.
A larga história de luta de oposição a este projecto, encabeçada por associações como a Coordenadora Biscarrués - Mallos de Riglos e Amigos da Galliguera, iniciou-se pouco depois, visto que a sua construção anularia as possibilidades de desenvolvimento de um vale em crescimento económico e populacional, seria o fim de algumas aldeias que apostam forte no seu presente e futuro.
Impossibilitaria os desportos de aventura (que dão trabalho a mais de 300 pessoas e dinamizam económicamente todo o Alto Aragão) e teria um impacto muito profundo na paisagem, fauna e flora, acabando com todo o valor simbólico e cultural que tem este espaço." Até os abutres escondem a cabeça para não verem.
"As gentes desta zona dizem "sim" ao rio e ao território, com mobilizações sustentadas ao longo de mais de 20 anos. Hoje planeia-se uma barragem menor (preparada para ser aumentada: já há 10.000 alegações contra) em vez de considerar as alternativas, que existem e são perfeitamente viáveis."
"Em finais dos anos 80, foi apresentado um ambicioso projecto de regularização do Loire, na sua cabeceira (nascente), mediante 4 grandes barragens e uma centena de quilómetros de diques. O último grande rio selvagem da Europa estava em perigo.
Felizmente, toda a população da bacia se mobilizou em defesa do rio, organizando o SOS Loire Vivante (reportagem Fr3 do 20º aniversário) e ocupando durante cinco anos o lugar onde se previa iniciarem-se as obras.
O Governo, não só desistiu dos seus projectos, como ainda, em 1994, aprovou o “Plano Loire Grandeur Nature”, cujo objectivo é preservar o Alto loire mediante uma gestão “leve” do rio que permita inclusive recuperar o salmão. No final de 1998 iniciou-se a demolição de várias represas que já tinham cumprido o prazo de concessão e que impediam a subida dos salmões para a desova.

Hoje o Alto loire não é apenas um dos santuários da natureza melhor conservados de França, mas também uma terra onde a sua população vive prosperamente graças a um cuidado turismo rural e de natureza." Exposição Fundação Nova Cultura da Água.
As gentes do Tejo não são menos capazes de defender os seus rios e a sua água.
Inspiremo-nos nestes exemplos de sucesso para sermos capazes de manter o que é nosso por direito natural - um rio vivo que nasce em Albarracin e desemboca na Grande Lisboa.

Água, Rios e Aldeias - Parte II

Estas jornadas promovidas pela Fundação Nova Cultura da Água que decorrem em Ainsa, como aqui apresentado, integram ainda conferências e projecção de filmes e vídeo.
Tive a oportunidade de poder presenciar, no dia 8 de Agosto, o testemunho da Associação Plataforma Jalón Vivo, sob o tema "Mularroya: o conflito desconhecido", que se debate com uma luta contra um transvase, à semelhança daquele que o Governo Espanhol planeia, entre quatro paredes, fazer no Médio Tejo.
Estas vozes evidenciam a necessidade de enfocar a luta e mobilização das populações para comprometer os políticos com alterações legislativas que garantam uma adequada gestão da água respeitando as aldeias e o desenvolvimento local.
No caso do Tejo, isto seria garantir que a Convenção de Albufeira e o Plano Hidrológico da Região Hidrográfica do Tejo de Espanha e Portugal, mas que devia ser comum a ambos, prevejam a redução dos transvases e a implementação de alternativas viavéis que garantam o uso eficiente da água.
A Associação Jálon Vivo conseguiu, com notificação do Tribunal de 2 de Junho, anular a declaração de impacto ambiental que autoriza o projecto da represa de Mularroya, do açude de derivação e da condução do transvase entre os rios Jalón e Grio, assim como das resoluções ministeriais de aprovação do anteprojecto e anteprojecto de execução das obras.
Contudo, enfrentam o poder político e económico que dificulta e atrasa mesmo a execução das ordens judiciais, criando impactos muitas vezes irreversíveis.
Cabe a todos os portugueses demonstrar que somos capazes de exercer a nossa cidadania e exigir o nosso direito à água, mesmo que tenhamos de recorrer às instituições europeias como fez a Plataforma em Defesa do Rio Ebro que assim, em Março de 2004, conseguiu a derrogação do projecto de transvase e o início da aplicação de soluções alternativas.
À semelhança do transvase que o Governo Espanhol está a planear à revelia do Governo Português, desde o Médio Tejo, em Valdecañas, até ao Segura, o Plano Hidrológico Nacional (PNH) elaborado em Espanha em 1998 previa um grande transvase do Rio Ebro até à costa mediterrânica, com o objectivo de satisfazer a crescente procura de água para o regadio intensivo e para o massivo desenvolvimento imobiliário e turístico.
Os efeitos ambientais, sociais e territoriais desse transvase, conjuntamente com as suas inconsistências económico-financeiras, geraram uma forte oposição, sobretudo em Aragão e na Catalunha, apoiada pela comunidade científica e, em última instância, pelas instituições europeias.
Portanto, e como cidadãos portugueses e europeus, não seria nenhuma novidade conseguir o apoio das instituições europeias, face ao precendente, se conseguirmos mobilizarmo-nos em actos de cidadania em defesa do Tejo e dos seus afluentes enquanto recursos estratégicos indispensáveis ao desenvolvimento de um país periférico no espaço europeu.
Enquanto cidadãos que desejam um mundo sustentável e participantes na administração do Condomínio da Terra devemos defender uma Nova Cultura da Água que coloca, como chaves da solução, os novos enfoques na sustentabilidade do ordenamento territorial e urbanístico, na modernização das redes urbanas e dos regadios, na aplicação de novas tecnologias de dessalinização, na poupança e na reutilização.

Água, Rios e Aldeias - Parte I

Uma visita à exposição "Água, Rios e Aldeias", organizada pela Fundação Nova Cultura da Àgua(FNCA) , que decorre até 26 de Agosto em Ainsa (folheto), em plenos Pirinéus na região de Aragão, que nos transmite, em 200 fotografias, uma visão ampla e concreta das crises, conflitos e catástrofes da água que ocorrem sob o velho paradigma de "dominação da natureza".
A crise da água no mundo é apresentada como consequência da convergência de três falhas críticas: a crise de desigualdade e pobreza, a crise de insustentabilidade dos nossos ecossistemas aquáticos e a crise de governança dos nossos serviços públicos sob pressões privatizadoras.
Estas fotografias, como nos diz Javier Gomez, "que nos mostram alguns dos mais graves conflitos que ocorrem no mundo devido a problemas hidrológicos, estão cheias de uma trágica realidade que desgarra, de uma força descontrolada que em remoinhos de água parecem inundar todo o interior da alma para afogar o soluço de tantas caras que sofrem nesse papel fotográfico.
São as fotografias do resultado da ambição do homem para dominar a Natureza, com represas, com diques, com barragens", acrescento, com transvases. Hoje, através dessas fotos, pode ver-se a mão do homem na degradação da Amazónia, do rio Mekong, do Ganges ou do Lago Chad."
Sublinha a nossa culpa quando pergunta "O que fazemos?" para evitar que hoje "o mundo se desertifique por nossa culpa, da mesma forma que o coração se torna mais duro, mais empedernido", "1.200 milhões de pessoas não possam aceder a água potável" e "morram diariamente 10.000 pessoas por terem de beber águas contaminadas, mais de uma quarta parte delas crianças pequenas", e a isso responde com a nossa vergonha - "Olhar para o outro lado. Todos. Sem excepção."
A FNCA propõe novas estratégias de poupança, eficiência e conservação, explicitadas nas políticas mais avançadas de gestão da água que promovem a modernização dos regadios e das redes de fornecimento urbanas e a aplicação de leis e tecnologias que impeçam a contaminação e sobre-exploração dos rios e aquíferos.
Realçam contudo que o vector fundamental não é o tecnológico mas sim a Governança, onde a luta contra a privatização dos serviços públicos de água e contra a corrupção ilumina novos modelos de gestão pública participativa sob controlo da sociedade, ao mesmo tempo que abre caminho ao reconhecimento do acesso à água potável como direito humano.
Conclui que face aos graves problemas desta crise global da água, a mobilização dos cidadãos está trazer alguma esperança à perspectiva duma Nova Ordem Mundial, que considera possível por ser necessária.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mudar com Acção Ambiental Local

A educação ambiental com temas específicos sobre o tema da água, aplicável às povoações ribeirinhas do Tejo e seus afluentes dispõe de dois programas com um excelente trabalho já desenvolvido neste domínio, os Eco-Locais e as Eco-Escolas.
Os ECOs-Locais têm como objectivo promover a cidadania ambiental, incentivando uma participação mais activa e informada dos jovens na sociedade e contribuir para uma maior sensibilização e participação na prevenção e resolução dos problemas ambientais.
São coordenados pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e perspectivam a possibilidade de alargamento a outros grupos organizados depois da fase de implementação (2009/10) em exclusiva parceria com o Corpo Nacional de Escutas (CNE) e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA/GNR).
O programa Eco-Escolas destina-se, preferencialmente, às escolas do ensino básico, embora possa ser implementado em qualquer grau de ensino, e pretende, entre outras:
a) encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade;
b) estimular o hábito de participação envolvendo activamente as crianças e os jovens na tomada de decisões e implemetação das acções.
c) motivar para a necessidade de mudança de atitudes e adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário.
A metodologia constituída é inspirada na Agenda 21 e os temas de base que deverão ser tratados por todas as Eco-Escolas incluiem a água, entre os demais, como sejam, resíduos, energia e alterações climáticas e ainda, complementarmente: biodiversidade, agricultura biológica, espaços exteriores, ruído e transportes.
Estes programas promovem a formação cívica e a participação das populações e dos jovens na preservação dos nossos rios e recursos hídricos, podendo ser articulados com intervenções do Projecto Rios e com os serviços municipais no domínio do ambiente.
Aqui fica mais esta informação sobre o que podemos fazer ao nível da educação ambiental junto das populações ribeirinhas, neste caso, do TEJO e seus afluentes, com prioridade aos temas da água.

sábado, 1 de agosto de 2009

Cuidando do Rio e da Água

A educação ambiental é fundamental para preparar os cidadãos para cuidarem do ambiente e participarem em actividades ambientais, agindo junto dos mais jovens e sensibilizando os menos jovens.
Neste sentido fui atraído pelo projecto da Rede de Ecoclubes com quem realizei uma reunião, no dia 30 de Julho, tendo sido colocada a possibilidade de realização de acções com vista ao desenvolvimento de Ecoclubes sobre o tema da água nas povoações ribeirinhas do Tejo e seus afluentes, nomeadamente, encontrar um promotor regional.
De seguida, no dia 1 de Agosto, participei numa actividade do Projecto Rios no rio Alviela em São Vicente do Paúl, com o Coordenador Nacional Pedro Teigas.




Esta actividade foi organizada pela Divisão de Resíduos e Promoção Ambiental da Câmara de Santarém, à semelhança de múltiplas outras que já realizaram no rio Alviela em que incentivam a população a monitorizar e a cuidar do seu rio, desenvolvendo um serviço municipal que é concerteza um exemplo de boas práticas no domínio da educação e promoção ambiental.

É também um exemplo a seguir no Tejo e em todos os seus afluentes, promover a formação cívica e a participação das populações e dos jovens na preservação dos nossos rios e recursos hídricos, o que considero que seria bem sucedido conjugando a criação de Ecoclubes, sobre o tema da água, em articulação com o Projecto Rios, e com o apoio técnico dos serviços municipais no domínio do ambiente.

Para promover o seu lançamento, nada como a colaboração de quem já faz bem o que é preciso ser feito, bastando transmitir o conhecimento do que já existe e uma mão cheia de boa vontade.

Assim haja vontade dos nossos autarcas em fazerem uma clara aposta na educação e promoção ambiental.

Ajude você mesmo a implementar estas medidas!
Exija aos candidatos autárquicos do seu concelho que integrem nos seus programas medidas de educação e promoção ambiental.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Alegações da participação pública do ProTEJO nas Questões significativas da gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo

Considerando que existe actualmente uma necessidade premente de defender uma gestão razoável, sustentável, transparente e participativa da bacia hidrográfica do Tejo, para garantir o cumprimento da regulamentação comunitária em vigor e a protecção do rio, a fim de assegurar a disponibilidade de água em quantidade suficiente e de qualidade tanto para nós como para as gerações futuras, bem como a possibilidade de desfrutar das suas águas e praias limpas e de alta qualidade.
Conscientes da escassez de água e da falta de conservação do rio Tejo, que banha as vilas ribeirinhas portuguesas, e que se constata nas descidas abruptas do nível da água, no acrescido assoreamento do leito do rio, na deterioração acentuada da qualidade da água, no estrago causado em infra-estruturas fluviais que ficam a descoberto, na ausência de condições para a prática de desportos náuticos, na inutilização de captações de água e nas preocupantes alterações do ecossistema face ao aumento da temperatura que resulta dos baixos caudais, como seja, a recente invasão de vegetação que vem eliminando a fauna com efeitos nefastos na pesca, gastronomia e economia local.
Considerando a incompatibilidade da actual gestão da água que está a ser realizada no Alto Tejo e, sobretudo, da gestão do transvase Tejo - Segura com as exigências ambientais e a gestão sustentável da procura estabelecida pela Directiva - Quadro da Água, a par do incumprimento da lei do transvase, que estipula que apenas se pode transferir o excedente do Tejo, uma vez que estejam satisfeitas a 100% as exigências da sua bacia, incluindo os créditos ambientais, visto que na maioria dos anos não se produziram estes excedentes;
Conhecendo que os transvases para as bacias do Segura e do Guadiana transferem actualmente até 80% das águas do Alto Tejo em resultado do efeito adverso da política de transvases visto que a promessa de mais água não fez mais que aumentar a procura para níveis insustentáveis com volumes muito superiores à água disponibilizada pelo transvase;
Antevendo que o projecto de Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tejo em Espanha, que deve ser aprovado em 2009:
Não fixa caudais ecológicos na secção de Talavera de la Reina, pois a sua fixação implicaria o fim dos transvases do Alto Tejo a outras bacias;
Deixa a porta aberta para um novo transvase de águas do Tejo Médio (rio Tiétar), já solicitado pelo presidente da Região de Múrcia e os regantes da bacia do Segura.
Isto implicaria uma redução do caudal do Tiétar e a consequente e importante redução do caudal do Tejo em Portugal.
Sabendo que a Administração de Região Hidrográfica (ARH) do Tejo encontrou problemas em mais de metade de 437 zonas de água (esgotos não tratados, excesso de nutrientes na agricultura, o problema das cheias, etc), 208 das quais se consideram em risco;
Face ao exposto nos considerandos e à documentação de suporte às questões significativas da água, concluímos que importa ainda:
1. Definir objectivamente as condições necessárias a uma gestão sustentável da bacia hidrográfica do Tejo e estabelecer as medidas necessárias para a sua prossecução;
2. Atribuir prioridade ao planeamento de uma adequada gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo, com a consequente eliminação da submissão do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do TEJO (PGRHT) à prossecução dos objectivos estratégicos do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)
[1], consubstanciados nos aproveitamentos hidroeléctricos de Alvito e Almourol;
3. Estabelecer os caudais mínimos ecológicos diários, semanais e mensais, reflectidos nos Planos da Bacia Hidrológica do Tejo (rio Tejo e seus afluentes), em Espanha e em Portugal;
4. Garantir uma monitorização do cumprimento permanente dos caudais mínimos à entrada do rio Tejo no território português, com uma actualização permanente e contínua dos dados e a sua automática e imediata disponibilização pública;
5. Identificar eventuais planos de transvases do Tejo, em Espanha ou em Portugal, e definição das medidas a serem tomadas para apoio à adopção de alternativas sustentáveis, baseadas no uso eficiente da água, com vista à redução dos caudais actualmente transvasados;
6. Garantir uma monitorização da qualidade da água do rio Tejo, da fronteira até à foz, e seus afluentes, com a imediata disponibilização pública dos dados;
7. Equacionar as medidas necessárias para resolver a problemática do assoreamento do rio Tejo e as limitações existente à sua navegabilidade;
8. Garantir a participação e auscultação das populações ribeirinhas no planeamento da utilização da água e na sua monitorização, com ênfase nos utilizadores directos do curso de água como sejam os sectores económicos ligados ao rio – pescadores, actividades de turismo/lazer e agricultura em leito de cheia;
9. Prever a reestruturação e adequação do funcionamento das estruturas hidráulicas de modo a permitir os fluxos migratórios das espécies piscícolas;
10. Definir acções de gestão das estruturas hidráulicas de modo a compatibilizar os diversos usos da água (v.g. - obrigatoriedade de descargas de barragens com periodicidade e horário pré – estabelecido para suporte das actividades de turismo/lazer);
11. Avaliar o contributo do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do TEJO para a valorização e promoção da identidade cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo.
Assim, vimos junto do Instituto da Água, I.P. e da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P. (ARH do Tejo, I.P.) solicitar que levem a cabo as diligências adequadas e necessárias no sentido de relevar nas questões significativas da gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo os factos vertidos nas presentes alegações.
Pelo PROTEJO – Movimento Pelo Tejo,
Paulo Constantino

pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330 - blogue "Cá Por Causas": http://caporcausas.blogspot.com
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques
[1] De acordo com o explicitado na página 79 das questões significativas da gestão da água na Região Hidrográfica do Tejo.

Insaciável

Insaciável: A crise da água na America e o que fazer (Unquenchable: America’s Water Crisis and What To Do About It), é o título da obra de Robert Glennon publicada em Abril pela Island Press, que esteve recentemente no Dailly Show de Jon Stewart, bem apresentada pela Americam Water Resources Association.
Esta obra aponta para a necessidade de agir sobre as novas procuras de água face à incapacidade da oferta para a satisfazer, por mais transvases ou melhor que seja a gestão de reservas que se faça.
E diz que quanto mais cedo se agir sobre a procura melhor!!
Recomendo vivamente a leitura deste livro ao conselheiro da Água da Região de Murcia, Antonio Cerdá.
"Robert Glennon capta a ironia e a tragédia da crise da água na América num livro que é simultaneamente assustador e cómico.
Da neve fabricada para os turistas em Atlanta até aos bilhões de galões de água despejada na sanita em cada ano. Insaciável revela as extravagâncias e ineficiências quotidianas que estão a secar a nação.
A catástrofe iminente permanece oculto enquanto o governo desvia reservas de uma zona para outra para manter a água a correr nas torneiras. Mas, quanto mais cedo melhor, esta gestão de reservas chegará ao fim.
E quando isso acontecer, a escassez irá ameaçar não apenas o ambiente, mas todos os aspectos da vida dos americanos: enfrentarão o fecho das centrais produtoras de energia e os trabalhadores desempregados, bem como os pesqueiros dizimados e a água contaminada.
Não podemos resolver este problema com as soluções habituais ou esquemas simples de reboque de icebergues do Alaska.
De fato, as novas procuras de água, nomeadamente, a enorme quantidade necessária para a produção de etanol e energia, só irá agravar a crise.
A América tem de fazer escolhas difíceis, e as respostas de Glennon são polémicas. Propõe soluções com base no mercado que valorizem a água tanto como uma mercadoria e como um direito humano fundamental.
Uma verdade percorre "Insaciável": apenas quando reconhecermos o valor da água é que vamos começar a conservá-la." Iceland Press

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um exemplo a seguir: Preparar as gerações futuras para zelarem pelo seu futuro

Não resisti a fazer eco desta Rede Nacional de Ecoclubes que deveriam ter implementação obrigatória em cada município, em especial, no programa dos autarcas que queiram mostrar pelos seus actos que se preocupam com as gerações futuras.
Neste caso faço meu o dever de tentar divulgar e incentivar a extensão deste projecto aos municípios ribeirinhos do TEJO.
Será mais uma causa digna da minha dedicação.
Bem hajam todos os seus colaboradores.
"O projecto "jovens ambiente e cidadania na Região Norte" é um projecto da universidade Católica do Porto e visa o crescimento e fortalecimento da Rede Nacional de Ecoclubes.
De uma forma sucinta os Ecoclubes são grupos informais de jovens que vêm os problemas da sua localidade e os tentam resolver, são jovens activos nas questões do ambiente. Cada ecoclube tem um tema (agua, florestas e resíduos) de entre os que afectam mais o país e trabalha esse tema localmente, normalmente, ao nível da freguesia.
Todos os clubes estão em rede formando a Rede Nacional de Ecolcubes.
Este movimento tem vindo a crescer na região norte do país, mas trata-se de uma ideia que surgiu na Argentina, há 10 anos.
Ao nível de actividade, como exemplo, têm grupos que fazem acções de limpeza no rio da sua terra, acções porta a porta para falar de compostagem, limpeza de lixeiras clandestinas, vigilâncias florestais, hortas biológicas, entre muitas outras actividades.
Estão também a organizar, nos dias 3 e 4 de Outubro, no Porto, as 1ª Jornadas Nacionais Água,
um espaço de partilha e discussão sobre o estado da água em Portugal e a importância que a juventude pode ter nesta temática.Se quiserem participar a inscrição é gratuita. Mais informações no blog http://jovensambienteecidadania.wordpress.com, onde encontram o programa e a ficha de inscrição.

ProTEJO já tem casa...

Solicita-se a todos que ajudem a construir tijolo a tijolo a casa do ProTEJO - Movimento Pelo Tejo.
Enquanto se prepara a morada fisica (Apartado), deixo-vos a morada virtual http://movimentoprotejo.blogspot.com e o correio electrónico onde podem deixar as vossas mensagens ProTEJO.Movimento@gmail.com.
Solicito que adicionem o blogue nos vossos blogues amigos e que divulguem ao máximo esta causa do TEJO.

sábado, 18 de julho de 2009

Já há outro Galo de Combate no galinheiro?

Nunca me tinha imaginado na pele de um galo e reconheço que nem lhe dou parecenças, nem sou de Barcelos...
Bem, pelo menos o Miguel Mendes não me deitou deitou a língua de fora...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ProTEJO - Programa da Reunião


A organização da reunião destina-se a que tudo corra sobre água.

ProTEJO
Mesa da Reunião
Paulo Constantino - Moderador
Mendo Henriques - Instituto da Democracia Portuguesa
Pedro Couteiro - COAGRET
Programa
15 horas—Boas Vindas
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha
15h10m - Intervenções iniciais da organização - Duração 15 m


1º Paulo Constantino
2º Mendo Henriques
3º Pedro Couteiro

16horas - Intervenções sobre Ordem de Trabalhos - Duração 10 m
19horas - Assinatura do Acto de Adesão
20horas - Encerramento

ProTEJO - Reunião de 18 de Julho

Lista de inscrição de participantes

ProTEJO – Movimento Pelo Tejo

Associações ecologistas e naturalistas

Fundação para a Nova Cultura da Água

Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo e seus rios

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

LPN - Liga para a Protecção da Natureza

COAGRET – PORTUGAL – Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases

Plataforma em Defesa dos Rios Tejo e Alberche de Talavera de la Reina

ADENEX – Associação para a Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura

Eco Cartaxo

Associações desportivas, sociais e culturais

AVASOCIAL - Associação Voluntariado e Acção Social do Entroncamento

Associação Amigos das Caneiras

Clube Náutico Barquinhense

Pára Clube Nacional "Os Boinas Verdes"

Associações para o Desenvolvimento

Candidatura Tagus Universalis - Associação dos Amigos do Tejo

TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo

AIDIA – Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça

Instituições

Município de Vila Nova da Barquinha

Município de Santarém

Instituto da Democracia Portuguesa

Organizadores
Paulo Constantino
pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330 - blogue "Cá Por Causas": http://caporcausas.blogspot.com
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques
idportugal@gmail.com - tlm: +351 92 6720181 – www.democraciaportuguesa.org

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ProTEJO! Participe! Sugestões...

Apresento-vos aqui os Documentos de Trabalho para apoio à Reunião de preparação do ProTEJO - Movimento Pelo Tejo, Sábado, 18 de Julho às 15 horas, a realizar no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.
Trata-se de um evento com entrada livre para o qual apenas solicitamos o preenchimento da ficha de inscrição por motivo de facilitação da organização e da recepção dos participantes individuais e institucionais.
Agradeço o envio de contributos e sugestões que ajudem a melhorar os elementos aqui apresentados, bem como todo o apoio para fazer chegar esta causa junto dos cidadãos da bacia do Tejo.
Paulo Constantino
pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330

Documentos de Trabalho

4 - Manifesto da Rede de Cidadania
5 - Ficha inscrição na Rede de Cidadania

CONVITE

Exmo(a)s. Sr(a)s.
Na sequência do Encontro SALVAR A TERRA E A ÁGUA realizado em Vila Nova da Barquinha em 17 de Maio p.p., organizado pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e COAGRET e apoio da Câmara Municipal de V.N. da Barquinha, e da participação de uma comitiva de cidadãos do concelho de Vila Nova da Barquinha na acção em defesa do Tejo realizada em 20 de Junho em Talavera de La Reina, vimos contactá-los enquanto cidadãos, autarcas, dirigentes de associações ambientalistas e de desportos náuticos, e membros de organizações ligadas ao ordenamento do território, e à defesa do ambiente e da vida selvagem.
Neste sentido, recebemos da parte de um amplo conjunto de ONG’s (COAGRET, IDP, GEOTA, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fundação para a Nova Cultura da Água, etc) o acolhimento da ideia de criar um movimento de cidadãos em defesa do Tejo denominado "Movimento Pelo Tejo" (abreviadamente ProTEJO) que congregue todas as organizações e os cidadãos da referida Bacia, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.
O principal objectivo deste contacto é criar as condições necessárias a que as organizações ligadas ao Tejo se reúnam e iniciem conversações com vista a definirem objectivos comuns no que respeita à defesa do Tejo e do território da sua bacia hidrográfica, bem como à preparação do lançamento do ProTEJO - Movimento Pelo Tejo. Neste contexto, convidamos-vos a estarem presentes na primeira reunião deste movimento de cidadãos que se realizará pelas 15 horas do dia 18 de Julho de 2009 (sábado), no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, com a seguinte ordem de trabalhos:


Ordem de Trabalhos
1º Apresentação das entidades presentes;
2º Manifesto em Defesa do Tejo;
3º Apelo à participação pública da Bacia Hidrográfica do Tejo;
4º Intercâmbio entre organizações portuguesas e espanholas.
5º Dinamização e divulgação do movimento de cidadãos;
6º Promoção e comunicação social.
7º Modelo organizacional do ProTEJO
8º Conferência de imprensa
Esta iniciativa encontra-se aberta a organizações que referenciem como partilhando este objectivo, pelo que agradecemos que lhes seja transmitido este convite.
Agradecemos a vossa atenção e aguardamos a vossa resposta, certo de que prosseguimos um objectivo comum.
Os melhores cumprimentos,
Paulo Constantino

pauloconstantino@gmail.com - tlm: +351919061330
Pedro Couteiro
coagret.pt@gmail.com - tlm:+351969761301 - http://coagret.wordpress.com
Mendo Henriques
idportugal@gmail.com - tlm:+351926720181 – www.democraciaportuguesa.org

A Lei..a pedido de várias famílias...

A legislação e o enquadramento jurídico sobre a água e os transvases são essenciais para uma melhor apreensão da problemática.
A Directiva Quadro da Água é o instrumento jurídico de referência a nível comunitário.
Depois disto, nada melhor do que dar uma olhadela aos cânones publicados sobre esta matéria.