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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tomada de Posse

As unidades orgânicas do proTEJO tomaram posse hoje dia 24 de Setembro pelas 21 horas numa embarcação em pleno Tejo em plena sintonia com o rio e o balanço das suas águas.
Faremos por merecer a confiança e a responsabilidade que os cidadãos depositam em nós, sendo já pelo Tejo 21 organizações e 500 cidadãos aderentes.
Bem hajam.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Divulgação e Comunicação

A comunicação social tem sido bastante receptiva e por isso o meu agradecimento e felicitações por compreenderem a importância da defesa do TEJO.
Bem hajam!

domingo, 13 de setembro de 2009

Participe no proTEJO! Exerça a sua cidadania!

INSCREVA-SE NO FÓRUM proTEJO - http://protejo.forum-livre.com
O fórum do proTEJO pretende criar as condições ao relacionamento e agrupamento de cidadãos, que aderiram ao movimento, em Actividades e Grupos, desenvolvendo a sua cooperação e colaboração, bem como a aplicação das suas qualificações formais e informais no desenvolvimento de acções de mobilização de cidadãos na defesa e promoção da bacia hidrográfica do Tejo – rio Tejo e seus afluentes – nas vertentes ambiental, científica, cultural, social e patrimonial.
PELO TEJO, PARTICIPE!!

Actividades e Grupos
Actividades
Actividade 1 – Vogar Contra a Indiferença
Actividade 2 - Carta Aberta aos Candidatos
Actividade 3 – Intercâmbio de Movimentos Espanhóis e Portugueses
Actividade 4 - Jornadas sobre a Sedimentação do rio Tejo
Grupos
Grupo 1 – Actividade Económica Fluvial
Grupo 2 – Educação Ambiental
Grupo 3 - Observatório Ibérico do Tejo
Grupo 4 – Desportos fluviais
Grupo 5 – Ambiente, fauna e flora fluvial
Grupo 6 - arTEJO - Artistas Pelo Tejo
Grupo 7 – Suporte Técnico
Grupo 8 – Informação e Comunicação

domingo, 6 de setembro de 2009

Movimento de defesa do Tejo constituído em Vila Nova da Barquinha

"Um cruzeiro no Tejo, a partir da Marina do Parque das Nações, e uma descida de canoa, ligando as aldeias avieiras, serão as primeiras acções de rua do Protejo - Movimento pelo Tejo, constituído este sábado em Vila Nova da Barquinha.
Paulo Constantino, porta-voz do movimento, disse à agência Lusa que a iniciativa “Pelos nossos rios, pelo nosso futuro, vogar contra a indiferença” foi agendada para 17 de Outubro, depois dos dois actos eleitorais que se aproximam, porque o movimento quer ser “aberto a todo o espectro político e social”, não querendo correr o risco de ser envolvido em qualquer tipo de campanha."

Comunicado - Constituição do proTEJO - Movimento Pelo Tejo

O ProTEJO - Movimento pelo Tejo já conta com a adesão de 20 Organizações e dezenas de cidadãos e está a mobilizar as comunidades da bacia do Tejo na defesa do rio e seus ecossistemas, tendo em vista alertar os portugueses e a comunidade internacional para os problemas e respectivas soluções.
No sábado, 5 de Setembro, em Vila Nova da Barquinha, decorreu a primeira Assembleia deste movimento de cidadania que congrega já 7 autarquias, entre as quais a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, os Municípios de Vila Nova da Barquinha, Chamusca e Golegã, e as Freguesias de Praia do Ribatejo, Tancos e Vila Nova da Barquinha, sendo que o Município de Abrantes comunicou que em breve formalizaria a adesão.
Também aderiram a este movimento cívico o Instituto para a Democracia Portuguesa (IDP), quatro associações ambientalistas nacionais - QUERCUS, GEOTA, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), COAGRET – Portugal e uma regional como a EcoCartaxo, a associação para o desenvolvimento AIDIA - Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça, quatro associações de desportos náuticos - Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, Clube do Mar Costa do Sol, Clube Náutico Barquinhense, Clube Náutico de Vila Velha de Rodão - e associações de cariz social - Associação dos Amigos das Caneiras e Associação Voluntariado e Acção Social do Entroncamento.
A Assembleia votou a constituição do movimento proTEJO com a aprovação da Carta do Movimento e respectivo Regulamento Interno, eleição das unidades organizacionais, aprovação das actividades a desenvolver até final do ano de 2009 e das propostas de actividades para 2010.
Paulo Constantino e Paulo Andrade são Porta-vozes deste movimento, sendo responsáveis pela sua coordenação, administração e gestão. Miguel Pombeiro é o Presidente do Conselho Consultivo, tendo como função zelar pela observância dos objectivos e princípios do Movimento. O Conselho Deliberativo é composto por, Mendo Henriques como Presidente, João Serrano como Vice-Presidente e Pedro Couteiro na função de Secretário. O Conselho Fiscal é constituído por José Louza como Presidente, Francisco Cunha Rêgo como Secretário e Paulo Lopes como Relator.
A eventual formalização em associação ficou de ser analisada em próxima reunião do Conselho Deliberativo, tendo sido criados vários grupos de trabalho que irão dinamizar as várias iniciativas aprovadas, mobilizar os cidadãos e elaborar estudos ligados ao rio Tejo.
Os grupos de trabalho aprovados irão permitir a participação e colaboração dos cidadãos sob coordenação dos Porta-vozes em áreas relacionadas com "Actividades Económicas Fluviais”, “Educação Ambiental”, “Instituto Ibérico do Tejo”, “Desportos fluviais”, “Ambiente, fauna e flora fluvial”, “Suporte Técnico” e “Informação e Comunicação”.Entre as actividades para 2009 encontra-se a iniciativa “Pelos nossos rios, pelo nosso futuro, vogar contra a indiferença” que integra um cruzeiro no Tejo, a partir da Marina do Parque das Nações, em simultâneo com uma descida de canoa, ligando as aldeias avieiras.
Paulo Constantino, porta-voz do movimento, afirmou que esta actividade foi agendada para 17 de Outubro, depois dos dois actos eleitorais que se aproximam, porque o movimento quer ser “aberto a todo o espectro político e social”, não querendo correr o risco de ser envolvido em qualquer tipo de campanha.Por isso, os elementos presentes na reunião constitutiva do movimento decidiram que, até lá, se limitariam a fazer um conjunto de perguntas a todos os candidatos aos actos eleitorais da região abrangida pelo rio Tejo, tendo aprovado o envio de uma Carta Aberta.
A carta pede aos candidatos que se pronunciem sobre as políticas da água estabelecidas na convenção assinada por Portugal e Espanha, sobre a política espanhola de transvases, com implicações no caudal do rio Tejo em Portugal, e sobre os problemas que afectam a bacia hidrológica do Tejo. Além destas iniciativas, o movimento vai promover, ainda este ano, o intercâmbio com movimentos ibéricos em defesa do Tejo e umas jornadas sobre a problemática da sedimentação do rio Tejo.
O movimento aprovou a realização, em Março ou Abril do próximo ano, de uma “Marcha Azul da Água do Tejo - Estafeta da Água”, numa ligação da nascente à foz do rio com percursos a pé, a cavalo, de comboio, de canoa e por outros meios que culminará com a entrega de um “manifesto” aos governos português e espanhol.
Além disso, aprovou a intenção de trazer a Portugal a exposição “Água, Rios e Aldeias” da Fundação Nova Cultura da Água (FNCA), que apresenta, em 200 fotografias, uma visão ampla e concreta das crises, conflitos e catástrofes da água que ocorrem sob o velho paradigma de "dominação da natureza", de realizar a primeira “Festa da Água do Tejo” que integra jornadas técnico-científicas inseridas em evento cultural sobre o rio Tejo, com escultura, poesia, fotografia, teatro, pintura e música, com um eventual concerto ibérico “Rock proTEJO", bem como a elaboração de uma petição e de intervenção junto das instituições europeias.
O movimento conta já com a adesão formal de 20 organizações, dezenas de cidadãos e tem quase 400 inscrições registadas na causa que lançou no Facebook (uma rede social da Internet).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Adesões de Organizações ao proTEJO - Movimento Pelo Tejo

Associações ecologistas e ambientalistas
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
LPN - Liga para a Protecção da Natureza
COAGRET – PORTUGAL – Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
Eco Cartaxo – Movimento Alternativo e Ecologista
Associações desportivas, sociais e culturais
Associação Náutica da Marina do Parque das Nações
AVASOCIAL - Associação Voluntariado e Acção Social do Entroncamento
Clube Náutico Barquinhense

Clube Náutico de Vila Velha de Rodão
Clube do Mar Costa do Sol
Associações para o Desenvolvimento
AIDIA – Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça
Instituições
Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo

Freguesia da Praia do Ribatejo
Freguesia de Tancos
Freguesia de Vila Nova da Barquinha

Instituto da Democracia Portuguesa
Município da Chamusca
Município da Golegã
Município de Vila Nova da Barquinha

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Inaceitáveis perdas de água dos transvases

Acabei de ler uma notícia que me alarmou sobre o rendimento/perdas do transvase realizado em Julho de 2009 para o Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel apartir do Aqueduto Tejo-Segura.
Este artigo afirma que apenas 5% água enviada apartir do transvase Tejo-Segura (20 hectómetros cúbicos) foi recebida em Julho no Parque Nacional de Las Tablas de Daimiel (Ciudad Real).
Estas perdas de água ocorrem por motivos de evaporação e infiltração ao longo de um percurso de 60 dias que a água demora para chegar ao destino por um percurso de 125 km.
Imagine que encomenda um garrafão de 5 litros a um supermercado e que a empresa de entregas lhe apresenta 1 copo de água mal cheio (5 l x 5% = 0,25 l = 3 dl = 25 cl).
Continuava a comprar água no mesmo supermercado se a companhia de entregas perde quase toda a água pelo caminho?
O Governo espanhol enche o garrafão na cabeceira do Tejo para criar uma pequena poça que atraia um pato que leve um turista distraido a pensar que têm um Parque Natural Vivo, enquanto mata o Tejo e os seus ecossistemas e depaupera as economias locais a montante.
O Governo espanhol deve rever os critérios de cálculo dos transvases, sem alteração há 40 anos, visto que o sistema de transferência entre as cabeceiras do Tejo e a bacia do Segura previsto no Convénio Luso-Espanhol de 1968 determina um volume anual a ser transvazado de 1.000 hm3, cerca de 3 vezes superior aos transvases realizados no ano hidrológico 2005/06, em que as barragens de Entrepeñas e Buendía moveram para o rio Segura um caudal de 253 hm³, superior ao vertido pelo próprio Tejo (247,7 hm³).
Por outro lado, temos de dizer ao Governo Português que os transvases acordados na convenção da albufeira são "LEGAIS" mas "EXCESSIVOS", porque apesar de estarem abaixo do limiar máximo votam o Tejo à escassez de água que tem apresentado nos últimos anos.
Não seria justo que para além do limite máximo de quantidades absolutas transvazadas existisse ainda uma proporção relativa mínima da precipitação da cabeceira do Tejo que seja obrigatório deixar afluir pelo curso natural do rio?
As instituições europeias promovem campanhas junto dos cidadãos para uma utilização eficiente da água mas mantêm-se passivas enquanto o Governo Espanhol ignora a Directiva Quadro da Água e desperdiça inaceitáveis quantidades de água em transvases ao longo de centenas de quilómetros cujas perdas por evaporação e infiltração atingem 95%. Alguém acha isto normal?
No entanto, a taxa de rendimento nos restantes transvases é de cerca de 85%, o que representaria perdas de 12% da totalidade das precipitações de água da cabeceira do Tejo, visto que 80% destas são transvazadas (12% = 80% x 15%), sendo que a título de exemplo, no ano de 2005/2006 poderão ter sido desperdiçados 30,36 hm³ (253 hm³ x 12%) que permitiriam duplicar o caudal de água com origem na cabeceira do rio Tejo.
Serão aceitáveis tais perdas quando se pede à população que adopte comportamentos com vista a uma utilização eficiente da água?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Água, Rios e Aldeias - Parte III

Destas jornadas trouxe ainda duas belas histórias: da bravia Biscarrués que luta pela preservação do seu rio desde os anos 70 e do encantador Loire que conseguiu envolver a Administração Francesa, tendo ambos conseguido travar os transvases e barragens e transformar-se em pólos de desenvolvimento de turismo rural e de natureza.
"O rio Galego sofre graves impactos das represas, desvios para o regadio e derrames químicos, chegando contaminado e praticamente seco à sua foz. A Galliguera é um tramo de rio vivo, com uma singular beleza natural presidida pelos Mallos de Riglos. Projectou-se aqui, em 1970, a construção da barragem de Biscarrués, de 192 hm3.
A larga história de luta de oposição a este projecto, encabeçada por associações como a Coordenadora Biscarrués - Mallos de Riglos e Amigos da Galliguera, iniciou-se pouco depois, visto que a sua construção anularia as possibilidades de desenvolvimento de um vale em crescimento económico e populacional, seria o fim de algumas aldeias que apostam forte no seu presente e futuro.
Impossibilitaria os desportos de aventura (que dão trabalho a mais de 300 pessoas e dinamizam económicamente todo o Alto Aragão) e teria um impacto muito profundo na paisagem, fauna e flora, acabando com todo o valor simbólico e cultural que tem este espaço." Até os abutres escondem a cabeça para não verem.
"As gentes desta zona dizem "sim" ao rio e ao território, com mobilizações sustentadas ao longo de mais de 20 anos. Hoje planeia-se uma barragem menor (preparada para ser aumentada: já há 10.000 alegações contra) em vez de considerar as alternativas, que existem e são perfeitamente viáveis."
"Em finais dos anos 80, foi apresentado um ambicioso projecto de regularização do Loire, na sua cabeceira (nascente), mediante 4 grandes barragens e uma centena de quilómetros de diques. O último grande rio selvagem da Europa estava em perigo.
Felizmente, toda a população da bacia se mobilizou em defesa do rio, organizando o SOS Loire Vivante (reportagem Fr3 do 20º aniversário) e ocupando durante cinco anos o lugar onde se previa iniciarem-se as obras.
O Governo, não só desistiu dos seus projectos, como ainda, em 1994, aprovou o “Plano Loire Grandeur Nature”, cujo objectivo é preservar o Alto loire mediante uma gestão “leve” do rio que permita inclusive recuperar o salmão. No final de 1998 iniciou-se a demolição de várias represas que já tinham cumprido o prazo de concessão e que impediam a subida dos salmões para a desova.

Hoje o Alto loire não é apenas um dos santuários da natureza melhor conservados de França, mas também uma terra onde a sua população vive prosperamente graças a um cuidado turismo rural e de natureza." Exposição Fundação Nova Cultura da Água.
As gentes do Tejo não são menos capazes de defender os seus rios e a sua água.
Inspiremo-nos nestes exemplos de sucesso para sermos capazes de manter o que é nosso por direito natural - um rio vivo que nasce em Albarracin e desemboca na Grande Lisboa.

Água, Rios e Aldeias - Parte II

Estas jornadas promovidas pela Fundação Nova Cultura da Água que decorrem em Ainsa, como aqui apresentado, integram ainda conferências e projecção de filmes e vídeo.
Tive a oportunidade de poder presenciar, no dia 8 de Agosto, o testemunho da Associação Plataforma Jalón Vivo, sob o tema "Mularroya: o conflito desconhecido", que se debate com uma luta contra um transvase, à semelhança daquele que o Governo Espanhol planeia, entre quatro paredes, fazer no Médio Tejo.
Estas vozes evidenciam a necessidade de enfocar a luta e mobilização das populações para comprometer os políticos com alterações legislativas que garantam uma adequada gestão da água respeitando as aldeias e o desenvolvimento local.
No caso do Tejo, isto seria garantir que a Convenção de Albufeira e o Plano Hidrológico da Região Hidrográfica do Tejo de Espanha e Portugal, mas que devia ser comum a ambos, prevejam a redução dos transvases e a implementação de alternativas viavéis que garantam o uso eficiente da água.
A Associação Jálon Vivo conseguiu, com notificação do Tribunal de 2 de Junho, anular a declaração de impacto ambiental que autoriza o projecto da represa de Mularroya, do açude de derivação e da condução do transvase entre os rios Jalón e Grio, assim como das resoluções ministeriais de aprovação do anteprojecto e anteprojecto de execução das obras.
Contudo, enfrentam o poder político e económico que dificulta e atrasa mesmo a execução das ordens judiciais, criando impactos muitas vezes irreversíveis.
Cabe a todos os portugueses demonstrar que somos capazes de exercer a nossa cidadania e exigir o nosso direito à água, mesmo que tenhamos de recorrer às instituições europeias como fez a Plataforma em Defesa do Rio Ebro que assim, em Março de 2004, conseguiu a derrogação do projecto de transvase e o início da aplicação de soluções alternativas.
À semelhança do transvase que o Governo Espanhol está a planear à revelia do Governo Português, desde o Médio Tejo, em Valdecañas, até ao Segura, o Plano Hidrológico Nacional (PNH) elaborado em Espanha em 1998 previa um grande transvase do Rio Ebro até à costa mediterrânica, com o objectivo de satisfazer a crescente procura de água para o regadio intensivo e para o massivo desenvolvimento imobiliário e turístico.
Os efeitos ambientais, sociais e territoriais desse transvase, conjuntamente com as suas inconsistências económico-financeiras, geraram uma forte oposição, sobretudo em Aragão e na Catalunha, apoiada pela comunidade científica e, em última instância, pelas instituições europeias.
Portanto, e como cidadãos portugueses e europeus, não seria nenhuma novidade conseguir o apoio das instituições europeias, face ao precendente, se conseguirmos mobilizarmo-nos em actos de cidadania em defesa do Tejo e dos seus afluentes enquanto recursos estratégicos indispensáveis ao desenvolvimento de um país periférico no espaço europeu.
Enquanto cidadãos que desejam um mundo sustentável e participantes na administração do Condomínio da Terra devemos defender uma Nova Cultura da Água que coloca, como chaves da solução, os novos enfoques na sustentabilidade do ordenamento territorial e urbanístico, na modernização das redes urbanas e dos regadios, na aplicação de novas tecnologias de dessalinização, na poupança e na reutilização.

Água, Rios e Aldeias - Parte I

Uma visita à exposição "Água, Rios e Aldeias", organizada pela Fundação Nova Cultura da Àgua(FNCA) , que decorre até 26 de Agosto em Ainsa (folheto), em plenos Pirinéus na região de Aragão, que nos transmite, em 200 fotografias, uma visão ampla e concreta das crises, conflitos e catástrofes da água que ocorrem sob o velho paradigma de "dominação da natureza".
A crise da água no mundo é apresentada como consequência da convergência de três falhas críticas: a crise de desigualdade e pobreza, a crise de insustentabilidade dos nossos ecossistemas aquáticos e a crise de governança dos nossos serviços públicos sob pressões privatizadoras.
Estas fotografias, como nos diz Javier Gomez, "que nos mostram alguns dos mais graves conflitos que ocorrem no mundo devido a problemas hidrológicos, estão cheias de uma trágica realidade que desgarra, de uma força descontrolada que em remoinhos de água parecem inundar todo o interior da alma para afogar o soluço de tantas caras que sofrem nesse papel fotográfico.
São as fotografias do resultado da ambição do homem para dominar a Natureza, com represas, com diques, com barragens", acrescento, com transvases. Hoje, através dessas fotos, pode ver-se a mão do homem na degradação da Amazónia, do rio Mekong, do Ganges ou do Lago Chad."
Sublinha a nossa culpa quando pergunta "O que fazemos?" para evitar que hoje "o mundo se desertifique por nossa culpa, da mesma forma que o coração se torna mais duro, mais empedernido", "1.200 milhões de pessoas não possam aceder a água potável" e "morram diariamente 10.000 pessoas por terem de beber águas contaminadas, mais de uma quarta parte delas crianças pequenas", e a isso responde com a nossa vergonha - "Olhar para o outro lado. Todos. Sem excepção."
A FNCA propõe novas estratégias de poupança, eficiência e conservação, explicitadas nas políticas mais avançadas de gestão da água que promovem a modernização dos regadios e das redes de fornecimento urbanas e a aplicação de leis e tecnologias que impeçam a contaminação e sobre-exploração dos rios e aquíferos.
Realçam contudo que o vector fundamental não é o tecnológico mas sim a Governança, onde a luta contra a privatização dos serviços públicos de água e contra a corrupção ilumina novos modelos de gestão pública participativa sob controlo da sociedade, ao mesmo tempo que abre caminho ao reconhecimento do acesso à água potável como direito humano.
Conclui que face aos graves problemas desta crise global da água, a mobilização dos cidadãos está trazer alguma esperança à perspectiva duma Nova Ordem Mundial, que considera possível por ser necessária.

sábado, 1 de agosto de 2009

Cuidando do Rio e da Água

A educação ambiental é fundamental para preparar os cidadãos para cuidarem do ambiente e participarem em actividades ambientais, agindo junto dos mais jovens e sensibilizando os menos jovens.
Neste sentido fui atraído pelo projecto da Rede de Ecoclubes com quem realizei uma reunião, no dia 30 de Julho, tendo sido colocada a possibilidade de realização de acções com vista ao desenvolvimento de Ecoclubes sobre o tema da água nas povoações ribeirinhas do Tejo e seus afluentes, nomeadamente, encontrar um promotor regional.
De seguida, no dia 1 de Agosto, participei numa actividade do Projecto Rios no rio Alviela em São Vicente do Paúl, com o Coordenador Nacional Pedro Teigas.




Esta actividade foi organizada pela Divisão de Resíduos e Promoção Ambiental da Câmara de Santarém, à semelhança de múltiplas outras que já realizaram no rio Alviela em que incentivam a população a monitorizar e a cuidar do seu rio, desenvolvendo um serviço municipal que é concerteza um exemplo de boas práticas no domínio da educação e promoção ambiental.

É também um exemplo a seguir no Tejo e em todos os seus afluentes, promover a formação cívica e a participação das populações e dos jovens na preservação dos nossos rios e recursos hídricos, o que considero que seria bem sucedido conjugando a criação de Ecoclubes, sobre o tema da água, em articulação com o Projecto Rios, e com o apoio técnico dos serviços municipais no domínio do ambiente.

Para promover o seu lançamento, nada como a colaboração de quem já faz bem o que é preciso ser feito, bastando transmitir o conhecimento do que já existe e uma mão cheia de boa vontade.

Assim haja vontade dos nossos autarcas em fazerem uma clara aposta na educação e promoção ambiental.

Ajude você mesmo a implementar estas medidas!
Exija aos candidatos autárquicos do seu concelho que integrem nos seus programas medidas de educação e promoção ambiental.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um exemplo a seguir: Preparar as gerações futuras para zelarem pelo seu futuro

Não resisti a fazer eco desta Rede Nacional de Ecoclubes que deveriam ter implementação obrigatória em cada município, em especial, no programa dos autarcas que queiram mostrar pelos seus actos que se preocupam com as gerações futuras.
Neste caso faço meu o dever de tentar divulgar e incentivar a extensão deste projecto aos municípios ribeirinhos do TEJO.
Será mais uma causa digna da minha dedicação.
Bem hajam todos os seus colaboradores.
"O projecto "jovens ambiente e cidadania na Região Norte" é um projecto da universidade Católica do Porto e visa o crescimento e fortalecimento da Rede Nacional de Ecoclubes.
De uma forma sucinta os Ecoclubes são grupos informais de jovens que vêm os problemas da sua localidade e os tentam resolver, são jovens activos nas questões do ambiente. Cada ecoclube tem um tema (agua, florestas e resíduos) de entre os que afectam mais o país e trabalha esse tema localmente, normalmente, ao nível da freguesia.
Todos os clubes estão em rede formando a Rede Nacional de Ecolcubes.
Este movimento tem vindo a crescer na região norte do país, mas trata-se de uma ideia que surgiu na Argentina, há 10 anos.
Ao nível de actividade, como exemplo, têm grupos que fazem acções de limpeza no rio da sua terra, acções porta a porta para falar de compostagem, limpeza de lixeiras clandestinas, vigilâncias florestais, hortas biológicas, entre muitas outras actividades.
Estão também a organizar, nos dias 3 e 4 de Outubro, no Porto, as 1ª Jornadas Nacionais Água,
um espaço de partilha e discussão sobre o estado da água em Portugal e a importância que a juventude pode ter nesta temática.Se quiserem participar a inscrição é gratuita. Mais informações no blog http://jovensambienteecidadania.wordpress.com, onde encontram o programa e a ficha de inscrição.