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Começo este blogue por uma causa esperando que seja palco de reflexão sobre esta e outras causas, que daqui brotem ideias, se aprofundem convicções e desenhem acções. E, cá por coisas, vamos a isto, que já se faz tarde!!
quarta-feira, 31 de março de 2010
2º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA - PELOS NOSSOS RIOS, PELO NOSSO FUTURO
Documentos:
NOVO TRANSVASE DO TEJO PARA O LEVANTE ESPANHOL
- Exigir que as reservas de água se mantenham na bacia do Tejo de modo a que não se repita o incumprimento de caudais ambientais, quer em Espanha, quer em Portugal;
- Demonstrar o desagrado quanto a esta gestão unilateral e contrária ao princípio da unidade da gestão da bacia hidrográfica estabelecido na Directiva Quadro da Água;
- Advogar a definição de caudais ambientais ao longo de toda a bacia hidrográfica do Tejo.
segunda-feira, 29 de março de 2010
proTEJO E QUERCUS PRONUNCIAM-SE SOBRE O PLANO ESTRATÉGICO DE REQUALIFICAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO RIO TEJO
O proTEJO e a Quercus, pretendem assim, a devida coerência entre diversos instrumentos de planeamento e, acima de tudo, a coerência na aplicação de critérios técnicos e científicos à gestão dos rios.
quinta-feira, 11 de março de 2010
GASTRONOMIA OU ENERGIA, EIS A QUESTÃO! - CRÓNICA "CÁ POR CAUSAS” - JORNAL "A BARCA” - 11 DE MARÇO DE 2010
proTEJO É PARCEIRO DA ONU NO ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE
quarta-feira, 10 de março de 2010
AUDIÊNCIA COM GRUPO PARLAMENTAR "OS VERDES"
Bem hajam!!
sábado, 6 de março de 2010
ASSOCIATIVISMO, AMBIENTE E PATRIMÓNIO
"Associativismo – Experiências em Ambiente e Património", realizado no passado dia 6 de Março de 2010 e promovido pela Confederação Portuguesa das ADA.segunda-feira, 1 de março de 2010
AS ZONAS INUNDÁVEIS.......! INUNDAM-SE!!!!!
As cheias alternavam com as secas, às vezes, em cada centena de anos, às vezes mais, mas com a regularização dos rios através de barragens, aquedutos e outras obras hidráulicas, os períodos de retorno das cheias têm vindo a alargar-se fazendo com percamos a memória do curso do seu leito e que sejamos tentados a conquistar os seus espaços.
Mas mais tarde ou mais cedo o rio recupera o que é seu pela força da água.
Fixemo-nos na importante mensagem do texto que se segue: “É urgente empreender um ambicioso programa de ajuda às regiões autónomas e aos municípios para a relocalização das pessoas que vivem em situação de risco ao longo das linhas de água e dos leitos dos rios.”
E para refrescar a memória dos mais distraídos aqui ficam as imagens da mais recente cheia do nosso belo Tejo.
"Choveu muito no sul da Espanha estes dias e choveu no molhado. Evidentemente, tal abundância de chuva não é usual, embora quem sabe se o será no futuro, porque a verdade é que corresponde às previsões de especialistas sobre os impactos das alterações climáticas no Mediterrâneo. Mas, ao mesmo tempo, as grandes cheias dos rios são fenómenos bem conhecidos que se repetem com regularidade nas nossas latitudes. Às vezes, em cada centena de anos, às vezes mais, mas o facto é que a alternância das secas com as cheias faz fraquejar a nossa frágil memória. E esforçamo-nos, em vão, para conquistar terra aos rios, sem querermos pensar que a cheia virá, mais tarde ou cedo.
Provoca uma grande tristeza ver as imagens de pessoas que perdem tudo em poucas horas. E ainda mais com a certeza de que estas situações são evitáveis. As suas casas estão construídas, com o consentimento, senão com o incentivo da Administração, nos canais de escoamento das linhas de água, das ribeiras e nos leitos de cheia dos cursos médio e baixo dos rios.
Ainda assim, hoje é cientificamente e tecnicamente possível saber com precisão até onde pode chegar a cheia de um rio. De facto, a Directiva Europeia de Inundações obriga os Estados-Membros a fazer mapas de risco de carácter vinculativo para os processos de urbanismo e ordenamento do território, justamente para evitar que as cheias causem prejuízos materiais e humanos.
Também a legislação espanhola está muito avançada neste sentido, mas somos campeões em incumpri-la. Por um lado, importa realçar que as Administrações Hidrográficas carecem de meios, de apoio e de vontade política. Um problema agravado pela seu pessoal técnico, que muitas vezes se opõem as medidas de prevenção e controle de cheias para além da canalização e construção de barragens (o que aumenta o risco devido ao aumento da velocidade da água durante as cheias). E, por outro, a influência ainda enorme que têm os regantes e o poder local sobre estes organismos de bacias hidrográficas. Neste contexto, o facto é que o domínio público hidráulico apenas está delimitado e o mapeamento das áreas inundáveis de Espanha está por completar.
Apesar das catástrofes repetidas e mil vezes anunciadas, toda a Espanha está coberta de construções de habitação ilegais em áreas esculpidas pela água, alguns antigos e outros em pleno processo de construção, como a Cidade do Ambiente, em Soria, e tantos outros denunciados pela WWF, onde a água vai voltar para nossa grande surpresa.
Trata-se de dar espaço aos rios. De libertar os leitos de cheia, permitindo apenas usos que possam suportar as cheias. É urgente completar o mapa de zonas em risco de inundação em Espanha. É urgente que as Administrações das Regiões Hidrográficas emitam pareceres vinculativos sobre o planeamento urbano e o ordenamento do território das administrações locais e regionais. E é urgente empreender um ambicioso programa de ajuda às regiões autónomas e os municípios para a relocalização das pessoas que vivem em situação de risco ao longo dos canais. Porque, mais tarde ou mais cedo, por muito que nos falhe a memória, o rio vai recuperar o que é seu."
domingo, 28 de fevereiro de 2010
POLUIÇÃO COM ÁGUA E SEM AGUA

no seguimento das investigações do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR (SEPNA), que tem actuado oportunamente.
GNR diz que não há crime ambiental no Tejo
Por: Lídia Barata
26 de Fevereiro de 2010
A Guarda Nacional Republicana garante que “não há situação que leve ao levantamento de qualquer contra-ordenação, nem há crime ambiental” relativamente ao manto de espuma branca que a montante de Vila Velha de Ródão (Castelo Branco) surgiu no Rio Tejo esta madrugada.
Uma fonte desta força de segurança refere que “depois de acompanhado o manto de espuma e de se terem efectuado diligências para determinar a sua origem, pode concluir-se que esta está numa forte descarga de água efectuada na Barragem de Cedillo (fronteira com Espanha), junto a Monte Fidalgo (Vila Velha de Ródão)”.
A mesma fonte esclarece também que “alguma poluição que já exista na água e as micro-algas que também são vulgares no rio nesta zona, associadas à força da água devido à descarga formaram o manto de espuma que desde esta madrugada é visível no Rio Tejo”.
Lembre-se que o Rio Tejo, a montante de Vila Velha de Ródão, acordou esta sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, com um manto de espuma branca, tal como confirmou Samuel Infante, da Quercus de Castelo Branco.
“O alerta chegou à Quercus esta madrugada, um cenário que confirmámos no local”, revelou este responsável, explicando que “o Tejo está coberto com um manto de espuma branco, atingindo, em alguns sítios, um metro de altura”.
A Quercus informou de imediato as diversas entidades interessadas nesta situação, como a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR.
Maria do Carmo Sequeira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, está também a acompanhar esta situação.
“Quinta-feira à noite o rio estava cheio, mas dentro da normalidade e, de facto, na manhã de sexta-feira a situação já era diferente. Mas mandamos de imediato efectuar análises à água, pelo que temos de aguardar os resultados para chegar a alguma conclusão”, adiantou a autarca.
Samuel Infante acrescenta que “esta situação pode acontecer devido a uma descarga industrial, mas também pode ser consequência das descargas das barragens de Alcântara e Cedillo, que estão na sua cota máxima”.
Contudo, este responsável da Quercus sublinha que “é importante alertar sempre para este tipo de situação pois, apesar de poder ser um fenómeno natural, também há empresas que, por vezes, aproveitam as chuvas e estas descargas, para despejar também os seus resíduos nos caudais dos rios”.
26.02.2010
Helena Geraldes
Algumas dezenas de quilómetros do rio Tejo, a montante de Vila Velha de Ródão, ficaram hoje cobertas por uma espuma branca que, em algumas zonas, lembrava icebergues numa paisagem da Antárctida, contou a Quercus que esteve no local.
Samuel Infante, do Núcleo regional da Quercus de Castelo Branco e Covilhã, admite que ficou impressionado com a espuma abundante que viu ao longo de uma extensão de rio com vários quilómetros. “O rio estava coberto de branco e a espuma, em alguns locais, atingia um metro de altura, fazendo lembrar icebergues. Parecia a Antárctida”, contou ao PÚBLICO.
A associação foi alertada esta manhã por uma utilizadora do site do PÚBLICO, “Grifos na Web”, que tem uma câmara colocada nas Portas de Ródão, apontada para a escarpa junto ao rio Tejo e que reparou na cor estranha da água.
O Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR (SEPNA) esteve no local a recolher amostras da água para determinar as causas do episódio.
Segundo Samuel Infante, as autoridades chegaram a fechar o porto de Vila Velha de Ródão e a retirar os barcos daquela zona.
“Ainda não sabemos o que causou aquela espuma, mas pode ter sido resultado da elevada pressão da água causada pelas descargas das barragens espanholas de Alcântara e Cedillo”, disse Samuel Infante. “Vamos esperar pelo resultado das análises à água”. Apesar de apostar mais num fenómeno de origem natural, o activista não afasta a hipótese de uma descarga poluente. “Infelizmente há muitas indústrias que aproveitam dias de chuva e descargas de barragens para fazer descargas, a fim de reduzir as hipóteses de serem detectadas”, lembrou.
Ouvida pela agência Lusa, a presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Maria do Carmo Sequeira, disse que está a acompanhar a situação.
Já em Maio do ano passado, a Quercus tinha lançado um alerta para um manto verde de algas que cobria o rio, na mesma zona. No início de Setembro, o rio Tejo voltou a ficar “esverdeado”. Na altura, o fenómeno foi causado pela poluição e pela redução de caudal.




